quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A sintonia da esperança

Josemary e o esposo Elói, são proprietários de um restaurante no interior do Paraná. E foi ali, em meio ao trabalho, que Josemary conheceu a mensagem de esperança. Todos os dias, ela levantava de madrugada para esperar as funcionárias chegarem, pois o trabalho na cozinha começava bem cedo. Foi então que aconteceu algo maravilhoso em sua vida. Ela costumava escutar uma determinada estação de rádio, que naquela manhã havia saído do ar por alguns instantes. Para não ficar no silêncio, Josemary mudou de estação e sem saber, sintonizou a rádio Novo Tempo. “Começou o intervalo e eu não mudei de estação, e descobri que aquela rádio era a Novo Tempo. Só não sabia que dentro de poucos minutos eu iria receber o chamado mais importante da minha vida, através de um ser abençoado e iluminado, o pastor Fernando Iglesias”, declara Josemary. Através da mensagem que ouviu no programa, ela emocionou-se profundamente e sentiu Deus lhe chamando. “Ele falava de um Jesus que eu não conhecia. Eu sempre fui cristã, mas frequentava uma igreja e seguia uma religião que parecia para mim tão superficial, que não me transmitia na essência o significado de seguir à Jesus Cristo”. Com o coração tocado pelo poder do Espírito Santo, Josemary não parou mais de ouvir a rádio Novo Tempo. A transformação resultou em uma nova vida, agora ao lado de Cristo. “Sou muito grata a Deus por todas as bênçãos que Ele nos concede. Agradeço a Ele por ter colocado a rádio Novo Tempo em minha vida e através dela  ter tocado tão profundamente meu coração”, encerra Josemary.

Quem precisa de paz?


Famílias são desfeitas por ciúmes, consumo de álcool e drogas, prática de jogos de azar, parceiros múltiplos, excesso de trabalho, má administração financeira, falta de amor, falta de tempo, doença e morte. Situações inesperadas nos sobrevêm, mas é possível sentir paz e segurança quando o caos abate nossa vida.
Veja, por exemplo, a vida de Davi. Ele foi um rei muito importante. É lembrado como uma pessoa de sucesso. Ao ler sua biografia (encontrada nos livros de 1 Samuel e 2 Samuel e vários salmos), percebemos altos e baixos. Ele venceu várias batalhas, alcançou popularidade, ampliou seu reinado, conquistou riquezas, aumentou seu patrimônio. No entanto, Davi foi perseguido em vários momentos, perdeu alguns de seus filhos para a morte, tomou decisões precipitadas que mudaram o curso de sua vida (relacionou-se com uma mulher casada e mandou matar seu marido).
Quando fugia de seu filho Absalão, que queria ser rei em seu lugar, compôs um magnífico poema musical. Podemos encontrá-lo no Salmo 3:1 a 12. Destaco aqui os versos de 1 a 5: “Senhor, muitos são os meus adversários! Muitos se rebelam contra mim! São muitos os que dizem a meu respeito: ‘Deus nunca o salvará!’ Mas tu, Senhor, és o escudo que me protege; és a minha glória e me fazes andar de cabeça erguida. Ao Senhor clamo em alta voz, e do Seu santo monte Ele me responde. Eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que me sustém.”
O rei Davi passou por situações de extremo conflito e sentiu paz e esperança, porque confiava em Deus.
Há pessoas que nos dizem as mesmas palavras que disseram ao rei Davi: “Deus nunca o salvará!” Mas a Bíblia nos diz que isso não é verdade. A Bíblia nos conta sobre Deus, e Deus não mente. O apóstolo São Pedro nos lembra: “Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão” (2 Pedro 3:8-10).
Deus nos concede paz e esperança hoje. Ele remodela nossa vida hoje. Ele nos oferece o arrependimento e a segunda chance hoje. Ele está vindo em breve para nos encontrar e fazer novas todas as coisas. Qual será a minha resposta para Deus hoje?
Rejane Godinho – professora, bacharel e mestranda em teologia pelo Unasp.

Meditação 20/12/2012


Tesouros em Vasos de Barro


Se vocês olharem apenas para nós, poderão muito bem perder o brilho. Carregamos essa mensagem preciosa por aí nos simples vasos de barro de nossa vida comum. Fazemos isso para evitar que alguém confunda conosco o incomparável poder de Deus. 2 Coríntios 4:7, The Message

Cristãos são pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias. Eles aparentam ser tão humanos – e são –, mas Deus opera por meio deles para Sua glória. Sua graça toma posse de simples vasos de barro e os torna depositários do poder divino.

Você conhece Desmond Doss, personagem do documentário premiado The Conscientious Objector [O Opositor Consciencioso]? Esse soldado não combatente adventista do sétimo dia recebeu a Medalha de Honra pela coragem extraordinária durante a Batalha de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial. Doss foi um herói, mas, do ponto de vista do mundo, ele não parecia e não agia como um. Ele foi um indivíduo comum, e muito humilde, que rendia glória a Deus por tudo o que fazia.

A mesma coisa acontece com a igreja. Do ponto de vista humano, a igreja é totalmente humana, sujeita às mesmas forças e fraquezas, falhas e intrigas de qualquer outro agrupamento humano. Realmente, a igreja é humana, mas não totalmente. A igreja é tão divina quanto humana, e Deus está realizando Seus propósitos divinos através de simples vasos de barro.

“Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja sejam refletidas para o mundo Sua plenitude e Sua suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos ‘principados e potestades nos Céus’ (Ef 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus” (Atos dos Apóstolos, p. 9).

Assim, todo aquele que professa o nome de Jesus recebe um desafio: “Cristo confiou à igreja um sagrado encargo. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo” (ibid., p. 600).

Hoje Deus quer tomar minha vida comum e fazer algo extraordinário com ela. Para o mundo expectante pode parecer algo totalmente enfadonho, mas aos olhos do Céu será belo.

Senhor, toma este vaso de barro que sou eu e usa-o hoje para a Tua glória!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Meditação 19/12/2012


A Graça é Como a Neve


Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei. Salmo 51:7

Levei alguns anos para notar quão bela a neve pode ser. Em minha infância na Austrália, um país quente, meus lugares prediletos eram a praia e o oceano. Da Austrália fui para a Índia, um país mais quente ainda, local em que, paradoxalmente, vi a neve pela primeira vez no cimo das montanhas.

Depois da Índia, fomos para a Andrews University, em Michigan, EUA. O inverno em Berrien Springs é rigoroso e coberto de neve. Quando ele chegava, eu não via a hora que fosse embora. Mas, certo ano, enquanto observava melancolicamente a paisagem branca com grandes flocos de neve caindo do céu, me encontrei com uma aluna que enxergava o mundo de maneira totalmente diferente.

– Não é lindo? – ela disse. – Mal posso esperar a chegada do inverno a cada ano!

Gradualmente comecei a fazer as pazes com o inverno de Michigan. Se você não pode com ele, junte-se a ele. Estava prestes a adquirir um par de esquis quando nos mudamos para Washington. Ali, local em que o inverno é bem menos rigoroso, por fim comecei a apreciar a beleza da neve.

Aprecio fazer caminhada, especialmente em companhia de Noelene. Caminhar na neve proporciona um encanto e um prazer que não se comparam a nenhuma trilha nas montanhas ou escalada. Agasalhamo-nos bem, colocamos meias grossas e botas e nos aventuramos no mundo maravilhoso da neve. É especialmente esplendoroso se os flocos de neve ainda estiverem caindo e baterem de encontro com as bochechas. Afundamos o pé na neve o trajeto inteiro, produzindo um chiado distinto. O ar crepita como cristal; o menor som é transportado para longe. Não há necessidade de caminhos nem trilhas, pois a neve é uma grande niveladora. Torna tudo plano para onde quer que você vá. Provavelmente você ouça passarinhos cantando alegremente nas partes mais densas do trajeto.

Tudo parece belo sob o carpete branco. As cercas vivas merecem ser fotografadas. O simples pé de framboesa, coberto com capuz branco, reluz e brilha. O gramado mais inferior e o arbusto mais feio são transformados. Qualquer lixo fica coberto, escondido. O mundo nasceu de novo.

Exatamente como a neve, a graça cobre nossas imperfeições, nossa aspereza, nossa rudeza. A pessoa menos dotada de atrativos físicos se torna uma princesa ou um príncipe ao ser tocada pelo Mestre da “neve”, que é o Rei da graça.

A graça torna tudo belo. A graça torna tudo novo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Meditação 18/12/2012


Moldados Pelo Amor


Que o Teu amor, Deus, molde a minha vida com a salvação, exatamente como Tu prometeste. Salmo 119:41, The Message

Assim como o oleiro dá forma ao barro, moldando-o num vaso elegante, o Senhor molda nossa vida com profundo amor. Se permitirmos que Ele coloque em ação o Seu plano para a nossa vida, seremos transformados em algo belo e útil em Sua causa e em prol da humanidade.

Estamos acostumados a receber manuais de instrução quando adquirimos um novo utensílio. Os fabricantes querem que obtenhamos o melhor e mais duradouro serviço de seu produto. Eles conhecem o produto – eles o projetaram, juntaram as peças – e querem que sejamos beneficiados com o seu conhecimento. Muitas vezes, porém, nem mesmo olhamos o manual de instrução. Nem mesmo o abrimos (temos certeza absoluta de que não precisamos das informações ali contidas) e algumas vezes acabamos jogando-o no lixo.

Deus, que nos criou com mãos de amor, providenciou um manual de instrução para vivermos esta vida. Mas geralmente nem nos preocupamos em lê-lo, ou o consideramos obsoleto. Podemos viver bem sem ele. No entanto, quando tudo dá errado em nossa vida por causa de nossas decisões, voltamo-nos para Deus e perguntamos: “Por que fazes isso comigo?”

Algum tempo atrás conheci Dorothea, uma alemã maravilhosa. Devota seguidora de Jesus, ela dedica a maior parte de seu tempo pregando em reuniões de mulheres, conduzindo-as Àquele que ansiosamente aguarda para moldar nossa vida pelo amor. Ela aprecia especialmente falar às pessoas que não professam nenhuma religião. Certo dia, ao viajar de trem para falar em uma reunião, Dorothea orou para que Deus levasse muitas mulheres ao encontro. E Ele atendeu o seu pedido.

Durante um intervalo no encontro, uma mulher se aproximou dela, desejando saber o nome do livro que Dorothea tinha citado com tanta frequência.

– Acompanhe-me – disse Dorothea, conduzindo a mulher à livraria.

Dorothea falou com a atendente e colocou um livro nas mãos da interessada.

– Este é o livro – ela disse. – A Bíblia.

O fato é surpreendente para nós que amamos a Palavra, mas é real. Muitas pessoas hoje são iletradas quanto à Bíblia. Crescem sem conhecer esse Sagrado Livro, nunca tiveram a oportunidade de lê-lo e nunca se importarão em estudá-lo a menos que o apresentemos a elas. A preciosa Palavra vem das mãos de um Deus amoroso. Ele a usa para moldar nossa vida para a salvação, assim como prometeu. A Bíblia é o manual de instruções elaborado pelo nosso Criador.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Meditação 17/12/2012


Salmo 117


Louvem o Senhor, todas as nações; exaltem-nO todos os povos! Porque imenso é o Seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia! Salmo 117

O Salmo 117 possui apenas dois versos, mas nossa atenção deve se voltar para a profundidade de sua mensagem, que é digna de reflexão e oração, e não para a singularidade de seu tamanho. Esse salmo contém três elementos: o louvor, a grandiosidade do amor de Jeová e a constância de Sua fidelidade. Esses mesmos temas aparecem em todo o livro de Salmos; assim, o Salmo 117 é o resumo de todo o Saltério.

Todos os salmos se concentram no louvor. São canções que exaltam o nome de Jeová, o Criador do céu e da Terra, o Deus de Israel. Com sinceridade e honestidade, os salmos entoam a ampla gama de sentimentos da experiência humana: alegria e tristeza, felicidade e desespero, prazer e dor. Às vezes o salmista se sente a ponto de desistir, outras vezes flutua nas nuvens no céu azul. Às vezes canta e pula de alegria, outras vezes não sabe mais o que fazer. Mas sempre, no fim das contas, ele se volta para Deus. Ele espera em Deus, ele aguarda Deus vir em seu auxílio. Assim, seja qual for a situação da vida, os salmos louvam a Deus. Em essência, a mensagem que transmitem é esta: há vida unicamente em Deus; sem Ele não há vida.

O Salmo 117, por mais curto que seja, tem uma variação interessante quanto ao tema do louvor. Ele não faz referência ao povo de Deus, mas às “nações”, ou seja, os gentios. Ele os convida a se unir em adoração e louvor ao Deus de Israel. Primeiro, porque “imenso é o Seu amor leal por nós”. Não Seu maravilhoso poder. Não Seus poderosos atos na história. Não Sua justiça. Mas Seu amor. Um vislumbre da declaração feita mais tarde por João, que resumiu tudo isso com “Deus é amor” (1Jo 4:16). Essa é a maior e a mais maravilhosa verdade em todo o Universo.

Segundo, porque “a fidelidade do Senhor dura para sempre”. Sem dúvida! “Grande é a Tua fidelidade”. O ser humano na Terra pode ser mentiroso, mas Deus permanece verdadeiro. Podemos confiar plenamente em cada palavra que sai de Sua boca. Tudo muda, mas não Jeová.

Eugene Peterson expressou essa verdade da seguinte maneira:

Seu amor assumiu o comando de nossa vida;
Os caminhos fiéis de Deus são eternos.
Aleluia! (Sl 117:2, The Message).

domingo, 16 de dezembro de 2012

Meditação 16/12/2012


O Carrinho de Mão


E disse [Jesus]: “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos Céus.” Mateus 18:3

Acabei de passar por um daqueles momentos gloriosos em que recebo a visita de minhas netas. E agora que elas foram embora, ainda estou entusiasmado e pensativo sobre as lições que me ensinaram.

Praticamente as primeiras palavras que Jacqui, de seis anos de idade, falou ao nos encontrarmos no aeroporto foram: “Vovô, podemos passear de carrinho de mão?”

Passear de carrinho de mão! Fizemos essa brincadeira por acaso no ano anterior e ela se tornou a favorita das férias. Primeiro, uma neta no carrinho de mão, depois a outra, em seguida as duas juntas. Imitei o barulho do motor ao passear com elas para cima e para baixo, fiz uma pequena pausa para fazer mais efeitos sonoros. E as passageiras, gritando de alegria, pediram que o motorista as levasse quintal abaixo em direção ao caminho de pedra, depois fizesse a curva e subisse o quintal novamente, com uma parada brusca no ponto de partida.

Fizemos outros passeios de carrinho de mão e, na tarde seguinte, ao voltar do trabalho, eu já sabia que a brincadeira continuaria. Olhei para o gramado, precisando urgentemente de um “corte”, e disse para as meninas:

– A grama está muito alta, mas posso cortá-la depois que vocês forem embora. Vamos dar mais passeios de carrinho de mão.

– Vovô – disse Madi, de sete anos –, podemos ajudá-lo a cortar a grama em vez de passear de carrinho de mão?

– Claro! – respondi surpreso.

Peguei o cortador de grama e comecei a abastecê-lo com gasolina. As meninas correram para dentro da casa e voltaram munidas com tesouras e pequenas vasilhas. Elas começaram a cortar a grama e a colocaram dentro das vasilhas.

Levei o cortador para perto delas e as instruí a se manterem a uma distância segura da máquina. Liguei o motor e comecei a trabalhar. As meninas corriam para lá e para cá atrás de mim, amontoando a grama cortada, enchendo as vasilhas com ela e depositando-a em grandes sacos plásticos.

Havia vários dias Madi estava arrumando nossa cama, a seu pedido, por 25 centavos cada vez. Mas, depois de ajudar a cortar toda a grama do quintal, nem ela nem a irmã fizeram qualquer menção de receber por isso.

O que elas me ensinaram com essa história? Que os prazeres mais simples são os melhores e que, quando se ama, agimos sem esperar receber nada em troca.